O verdadeiro nome de Freddie Mercury é Farrokh Bulsara
quero já!”
(Freddie Mercury)
seu nome de batismo. Para um homem que se tornaria um dos maiores artistas de
todos os tempos, ele tinha plena convicção que Farrokh Bulsara não seria um ‘nome
vendável’.
Naquela época, existia certo preconceito na indústria da música
ocidental e Freddie sabia que para pessoas como ele não havia espaço. Bem, mas
vamos contar como tudo começou!
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| Jer Bulsara com o filho Farrokh (Foto: Reprodução) |
Primogênito do casal Bulsara
Freddie, ou melhor, Farrokh Pluto Bulsara nasceu em 5 de setembro de 1946, na Cidade de Pedra em Zanzibar, na
África, na época um protetorado britânico que hoje faz parte da Tanzânia. Seus
pais Bomi Bulsara e Jer eram indianos parsi e membros de uma comunidade de
religião zoroástrica que moram no oeste da Índia, especialmente na cidade de
Bombay.
Eles casaram e depois de
estabeleceram em Zanzibar, onde Bomi trabalhou como caixa para o Supremo
Tribunal do governo britânico. Com uma vida abastada para uma família de
classe média que tinha uma babá e outros empregados.
No documentário “Untold
History”, Jer conta que o dia do
nascimento do filho coincidiu com o Ano Novo Parsi e que ela lhe deu este nome
porque estava na moda. Em casa, ela o chamava carinhosamente de ‘Nino’. A origem do nome Farrokh significa fortuna, felicidade.
Foi por volta de oito anos de idade, que Bomi e Jer
enviaram o filho à Índia para estudar no internato inglês de St. Peter, na
cidade de Panchgani, perto da capital Bombain. Foi aí que o seu primeiro nome, Farrokh,
começou a desaparecer.
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| O pequeno Farrokh com sua babá Sabine (Foto: Pinterest) |
A origem do nome
A escritora Lesley-Ann Jones conta
em seu livro “Freddie Mercury: a biografia definitiva”, que colegas que
conviveram no internato com ele relataram que o nome Farrok era difícil de ser pronunciado
até mesmo para os professores, então aos poucos o apelido ‘Fred’ foi sendo
constante. Por vezes ele assinava seu nome como Frederick, uma tradução em
inglês daquele que se tornaria seu verdadeiro nome, Freddie.
Porém, a mudança de Freddie Bulsara
para Freddie Mercury começou nos anos 70. No início de sua carreira como
cantor, ele chegou a usar por pouco tempo o pseudônimo de Larry Lurex.
No documentário “Untold
History”, Brian May conta que quando o nome da banda foi mudado para Queen,
Freddie começou a pensar em um nome que fosse ‘ideal para uma estrela do rock’.
“O sobrenome ‘Mercury’ teria
surgido durante a interpretação da música My Fairy King, que ele mesmo compôs em
1973. A letra inclui um verso: Oh! Mãe Mercúrio, o que me fizestes? E foi depois
disso ele me disse: Vou mudar o nome para Mercury. A mãe desta canção é minha
mãe, e passarei a me chamar Mercury. E nós todos dissemos: você está louco? Mas
ele falava sério e mudou seu nome para Freddie Mercury”, disse.
May também acrescentou que a
mudança era parte de uma nova identidade. “Acho que o ajudou a ser a pessoa que
desejava ser. O jovem Bulsara ainda continuava presente, mas para o público ele
era um personagem diferente, um deus”.
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| Freddie Mercury nos anos 70 (Foto: Reprodução) |
Freddie se sentia um
deus!..
Existe outra versão para a
escolha do sobrenome ‘Mercury’. Seria em homenagem ao mensageiro romano dos
deuses, Mercúrio, que é o planeta mais próximo do sol e tem cem luas. O planeta
rege o signo de Freddie, virgem.
Fato é que ao longo de anos, todos os tipos de teorias surgiram em torno da questão da escolha do astro pelo
sobrenome. Uma coisa é certa: nos palcos, Freddie sempre se sentiu como um deus, mesmo antes da fama, e sempre acreditou nisto.
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| Mercury se sentia um deus e sempre acreditou nisto (Foto: Fin Costello / Getty Images) |
Assinatura do astro
Peter Freestone, assistente pessoal de Freddie entre os anos de 1979 a 1991, confirma em seu
blog “Ask Phoebe” que o astro autografava para os fãs como ‘Freddie Mercury’. Já em cheques era ‘F. Mercury’, o que confirma a alteração de seu nome nos anos 70 para ‘Frederick Mercury’, nome que constava em documentos como a carteira de identidade.
Mercury – Untold History”; livros: “Freddie Mercury – Memórias do homem que o
conhecia melhor” (Peter Freestone e David Evans),”Freddie Mercury – A biografia
definitiva” (Lesley-Ann Jones), “Mercury and Me” (Jim Hustton e Tim Wapshott), “Freddie
Mercury – a reportagem definitiva” (Ana D´Angelo), Blog “Ask Phoeb.
Créditos: Reprodução / Nenhuma intenção de infração de direito do autor
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