Freddie Mercury amava tanto seus gatos que os incluiu em seu testamento
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| Freddie com Tiffany |
Existem muitas curiosidades
sobre a vida íntima de Freddie Mercury e uma delas certamente era seu amor por felinos. Tudo
começou nos anos 70 quando Mary Austin, sua namorada na época, o presenteou com um
casal de peludos batizado de Tom e Jerry. A partir deste momento, os peludos passaram a fazer parte
da vida do astro. O carinho era tanto que durante as turnês ele ligava para a
casa e pedia para alguém colocar o fone para falar com os gatos, fato este confirmado por seu assistente Peter Freestone que chegou a ser apresentado no filme Bohemian Rhapsody.
Dono de um coração imenso, o
vocalista do Queen estava sempre pronto para abrigar mais um gatinho que aparecesse e ao longo de vida foram 10: Tom, Jerry, Oscar, Delilah,Tiffany, Dorothy, Goliath, Miko, Romeo e Lily. A maioria adotado da Blue Cross, uma associação de bem-estar animal
na Inglaterra. Apenas Tiffany era de raça, os demais eram gatos de rua,
listrados, brancos, pretos ou tricolores.
Jim Hutton, último parceiro de
Freddie, descreveu em seu livro de memórias o lugar especial que os felinos
tinham no coração do astro. “Freddie tratava os gatos como se fossem
seus próprios filhos. Ele constantemente se preocupava com eles, e
se algum deles sofresse algum dano quando Freddie estava fora, Deus nos ajude. Durante
o dia, os gatos tomavam conta da casa e do terreno e, à noite, um de nós os cercavam
e os traziam para dentro”.
Conhecidos por sua personalidade independente e seletiva, o gato faz tudo do
seu jeito sem aceitar interferências, talvez por isso encantasse tanto Mercury, que tinha por eles um amor incondicional. Ele nunca lhes negava acesso aos seus
quartos e antes de falecer, em 24 de novembro de 1991, o astro se
certificou de que todos os seus entes queridos peludos tivessem os cuidados
necessários.
Se você também gosta de felinos, aqui vão 10 fatos curiosos sobre os gatos de Freddie Mercury!
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| Freddie com seus amiguinhos peludos Tiffany e Tom |
1.Freddie conversava com seus gatos
Por mais estranho que possa
parecer, Mercury chamava os gatos ao telefone quando viajava em turnês com o
Queen. Ele pedia a pessoa que atendesse ao telefone para colocá-los na linha
para eles o ouvissem. No filme Bohemian Rhapsody também abordou o assunto em uma cena.
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| Freddie com Romeo e à direita, o gatinho Goliath, que gostava de dormir na pia do banheiro |
2. Maioria era vira-lata
Ao contrário do que se imagina
a maioria dos gatos que Freddie Mercury teve era de raça não definida.
Eles foram adotados em abrigos e hospitais veterinários. Somente Tiffany,
também presente de Mary Austin, era da espécie Bluepoint Longhaired.
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| Oscar e Tiffany com Mercury |
3. Pai zeloso
Os gatos eram bem tratados e
tinham uma alimentação privilegiada, com ração especial no almoço. Já no jantar,
eles eram alimentados pelos empregados
da casa com peixe ou frango, sempre fresquinhos e limpos. O menor espirro ou
contração felina ele os mandava ao veterinário para um check-up.
4. Mimos no Natal
Como bom festeiro, Freddie
organizava uma linda festa de Natal para receber as pessoas que amava em sua mansão. Havia almoço
especial, árvore decorada com presentes para os
convidados e também para seus gatos. Cada um
deles tinha uma meia com o nome onde o astro do rock depositava brinquedinhos e
guloseimas.
5. Homenagem aos gatos
Freddie Mercury homenageou seus gatos, a quem tratava como filhos, em alguns momentos, inclusive na música.
Seu álbum solo Mr. Bad Guy (1985) foi dedicado a Tom, Jerry,
Oscar e Tifanny e “a todos os amantes de gatos do universo”. Já a sua ‘princesinha’ Delilah deu seu nome a uma
canção do álbum Innuendo (1991). Mercury
escreveu a letra com sua saúde bem debilitada.
No mesmo disco também
homenageou os peludos posando para a capa do álbum com um gato nos ombros e
outro no topo de sua cabeça.
Já para o vídeo da música “These Are The Days of
Our Lives” usou um colete de seda estampada que ganhou do amigo Donald McKenzie com
a imagem pintada de cada um de seus gatos.
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| Em seu último vídeo, Mercury usou colete com estampa de seus gatos / Foto: Queen Fotos |
6. Última foto
Jim Hutton, namorado de Mercury, tirou suas últimas fotos antes da piora da doença no jardim de Garden Lodge. E ele, claro, aparece cercado do gato Oscar.
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| Última foto de Freddie tirada no jardim da casa com o gato Oscar / Foto: Jim Hutton |
7. Juntos até o fim!
Nos últimos meses de vida, Delilah
foi a grande companheira de Freddie ficando junto dele o tempo todo. Pouco antes de morrer, os amigos pegaram sua mão para ele tocar o pelo da gata preferida.
A ‘princesinha’ da casa permaneceu a seus pés até ele dar seu último suspiro.
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| Delilah e Miko junto com Freddie |
8. Gatos no testamento
Ao jornalista David Wigg, em
uma de suas entrevistas, Freddie Mercury revelou que ele havia incluído em seu
testamento Austin e seus gatos – segundo o cantor seus maiores amores – acrescentando
ainda: “Estou deixando tudo para Mary e os gatos. Ninguém leva um centavo.”.
No livro Freddie Mercury:
His Life in His Own Words, construído com depoimentos retirados das
poucas entrevistas que deu, o vocalista do Queen também menciona seus
felinos em sua herança.
9. Disputa judicial
Mary Austin teve que enfrentar
um processo movido por Jo Morris, amiga de Freddie, que foi aos tribunais alegando que o amigo teria dito que o gato Oscar seria dela quando ele morresse. A disputa foi parar na câmara de conciliação judicial, mas
como não havia nenhuma prova apresentada por Morris, o gato ficou com Austin.
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| Foto Reprodução / Redoriolet |
10. Gatos após a morte de Mercury
No testamento de Freddie
Mercury ficou bem claro que Mary Austin é quem ficaria com seus gatos, na época
cinco. Dois dos gatos mais novos Lily e Romeo encontraram um novo lar, pois Austin pensou que eram demais para ela. Delilah, Golias e Miko permaneceram em Garden
Lodge. Já Oscar, que gostava sempre de sumir para longos passeios, decidiu por
conta própria se mudar para a casa de um vizinho.
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| Goliath com Delilah: a gata mimada de Mercury |
Curiosidades sobre gatos de Freddie Mercury
- Delilah era uma grande malhada
tricolor, adotada no final de 1987. Como a letra de sua música afirma (e o
livro de Freestone confirma), ela assumiu completamente a casa e praticamente
fazia o que quisesse. “Ela era uma personagem real, aquela senhora!” A
queridinha de Freddie também era sempre a primeira a comer e corria para seu
colo quando aprontava com algum gato da casa.
- Golias chegou a
casa no mesmo dia que Dalilah. Era um pequeno gato preto que tinha um mau
hábito: desaparecer constantemente. Ainda mais quando havia visitantes em
casa. O gato gostava de dormir na pia do banheiro.
- Oscar era um de
seus gatos também entre os mais amados. Tinha o pelo laranja e branco, e foi
presente de um de seus parceiros. Era solitário e quieto,
embora gostasse de visitar outras casas do bairro.
- Miko era um gatinho
malhado com o nome de uma das viagens do Queen ao Japão. Freddie tinha
lares em todo o mundo, mas seus gatos moravam em sua mansão em Londres, onde
passavam a maioria do tempo.
- Romeu era outro de seus
peludos. O gato malhado de cara branca foi encontrado por seu parceiro Jim
Hutton. Foi descrito como um gato um pouco mal-humorado. Segundo
Hutton, Freddie sempre quis ter um gato branco.
- Jacky Smith, a diretora de
longa data do Queen Official Fan Club, alegou que os fãs de Mercury
enviavam-lhe brinquedos para os animais e às vezes até comida de gato. Os fãs
também enviavam fotos dos seus felinos que eram publicados no magazine oficial.
- A biógrafa Lesley-Ann Jones entrevistou Barbara Valrntin e a atriz austríaca disse à jornalista que ela e Mercury também criaram um gato chamado Tarzan quando viveram juntos em Munique. Porém, essa informação não foi confirmada em nenhum outro livro, artigo ou reportagem da época.
Referências: Livros “ Freddie
And Me”, “Freddie Mercury: A Life in his Own Words”, “Freddie Mercury: An
Intimate Memoir by the Man Who Knew Him Best”, “Freddie Mercury: The
Definitive Biography”, Cinebiografia “Bohemian Rhapsody”, Blog
Ask Phoebe e Blog William Nilsen.
Créditos: Reprodução Internet / Nenhuma
intenção de infração de direito do autor
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